terça-feira, outubro 04, 2011

O que eu vi no Rock in Rio

O que eu vi no Rock in Rio
Se a vida começasse agora... um festival de música não faria o menor sentido. Como a humanidade já começou há alguns milênios, podemos falar sobre o Rock in Rio IV. Minhas impressões de telespectador.

A abertura não foi legal, pois Milton Nascimento não teve uma performance de acordo com o seu talento. A menina segurando um tablet foi totalmente dispensável. Palaralamas e Titãs fizeram um show que valeu pela nostalgia, mas faltou pegada.
Claudia Leitte estava bem maquiada, mas não aprendeu com Ivete o segredo para esconder a roupa debaixo enquanto pula.
Keity Perry fez um show no qual canta pouco e abusa da sensualidade infantilizada. Praticamente uma sacerdotisa pedófila.
Elton John fez show quase bailão do inglesão. Legal.
Rihanna canta pouco, deixa suas blacks segurando o rojão, mas teve uma entrada de palco muito legal.
Tulipa Ruiz e Nação Zumbi não confirmaram minhas expectativas, que eram as melhores possíveis. Dia cinzento, show descolorido.
Mundo Cani foi divertidíssimo.
NX Zero tocou pesado, mas com letras aguadas.
Rede Hot foi legal, mais animado que em 2001, mas dava pra ter um show mais vigoroso.
Angra não colou, mas Tyra compensou o descompasso.
Sepultura, apesar de mais uma vez tocar acompanhado de banda de percussão, mandou bem.
Gloria foi a mais farofeira de todas as bandas que já tocaram em qualquer festival da história da humanidade.
Lemmy do Motorhead parece o coronel Paulo Honório do livro São Bernardo. Segurou o show bem. Legalzinho.
Slipknot teve um dos shows mais viscerais, desceram a marreta. Mas palavrão gratuito dá um ar e revoltinha contida.
Metallica é sempre Metallica. Mas o sofá me acolheu tão bem que dormi antes da metade do show.
Joss Stone no palco pequeno quatro horas da tarde é não saber definir as prioridades. A moça é muito boa pra fazer matinê.
Kesha fez a apresentação mais equivocada do festival. Iluminação, figurino, voz, banda, tudo muito ruim.
Jamiroquai toca demais. Mas veio com carisma de menos.
Stevie Wonder. Maravilhoso.
Ivete Sangalo foi fantasiada de Simone.
Leny Kravitz tem um ego maior que o talento – e olha que ele é talentoso – o que torna seu show pedante. Solo toda hora, cara de mauzinho, com lenço no pescoço...
Shakira é a simpatia quase caribenha. E ainda canta!
Coldplay estava tão animado no palco que parecia cover!
Camelo é um saco.
Pitty fez show covarde.
Xutos & pontapés e Titãs fizeram show de rock de verdade. Ufa.
Amy Lee – não existe Evanescense – não tem medo de cantar alto, não amarela e fez um show de peso. Quem sabe faz ao vivo.
System of a Down arregaçou. Paulada após paulada sem deixar a peteca cair. Deu o que costuma prometer.
Guns... entre a expectativa criada e o que foi entregue, noves fora nada, só não foi pior que Kesha. A banda tocou legal, mas Axl já não canta: mia.
Entre os que eu não vi, destaque para Skank, que, dizem, fez o que sempre faz: levantou a galera.
Stevie Wonder e System foram as cerejas do bolo.

Um comentário:

Preso por fora disse...

Capital Inicial e Detonautas também mandaram muito bem. Apesar de os estilos músicas não serem os que mais me agradam, levaram-me a vibrar!

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