segunda-feira, março 25, 2013

Conversa entre um protestante e Santa Maria



Mãe do Cristo não creio no dito
de dizer "rogai por nós"
Mesmo assim te admiro
Pelo leite, pelo mimo
Dado a quem se deu por nós

Mãe do Cristo a dor de agora
Dessas mães dilaceradas
E dos pais, irmãos, amigos
É aquela que sentiste
No Calvário ao pé da cruz
Por teu Filho, nosso Pai

Mãe do Cristo, esqueça agora
Tudo que sofreu no Gólgota
Pois os corpos se derramam
Ao pé sujo da sarjeta
Se lá houve redenção
Aqui jaz a morte vã

Mãe do Cristo, a história é triste
Com seus traços de torpeza
Pois a morte é bem mais triste
Quando inverte a natureza
Veja os pais, pesado luto
Velando suas crias frias

Mãe do Cristo é dor sem fim
Diferente do Calvário
Só lamentos, desesperos
Sem  a sombra da esperança
Mais de um mês após o crime
Ninguém tem ressuscitado

Mãe do Cristo se possível
Fosse consolar os vivos
Pediria, por teu Filho
Que abraçasse os órfãos pais
A senhora sabe bem
Chorar pelos inocentes
Pelos filhos inocentes
Que não podem voltar mais.

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