terça-feira, novembro 08, 2011

De Lula ao fascismo, passando pelo SUS

De Lula ao fascismo, ássando pelo SUS
O tucanocrata José Aníbal sempre desejou alçar voos altos na política, mas sempre acabou preterido devido à sua graciosa arrogância. Mesmo assim, é um homem de peso dentro do PSDB.
Aníbal disse certa vez que a situação da saúde pública não era relevante nas eleições porque mais da metade da população de São Paulo tinha plano de saúde privado. Eis a importância que muitos políticos dão à saúde, e também à educação. Aníbal representa um certo grupo de político, e de eleitor, que est´[a mais preocupado com os preços dos pedágios – nossa ida para a serra e para a praia precisa ser feita pelas estradas – do que com a falta de insulina – fundamental para diabéticos – ou outros medicamentos para controle da pressão. Uma parcela da população pode comprar estes remédios nas farmácias de grife.
Estes políticos e seus eleitores nos fazem enxergar o óbvio. No Brasil, para muita gente, não existe saúde ou educação pública: existe saúde e educação de pobre, que é oferecida como esmola para os que não podem pagar; sendo de graça, também não podem reclamar.
Aí vem essa baixaria, liderada por gente que nunca se preocupou de verdade com saúde pública, com educação pública, com nada público – com o caos dos aeroportos, certamente, além dos pedágios – levantar uma campanha pedindo que Lula tratasse de seu câncer no SUS. Nunca houve tal exigência para Mario Covas, que morreu quando era governador de São Paulo, também vítima de câncer. José Serra, que foi alçado por marqueteiros ao posto de melhor ministro da saúde do sistema solar, nunca ousou a fazer qualquer tipo de tratamento em um posto de saúde sem que houvesse alguém filmando. Geraldo Alckmin não viu nenhum levante para que sua família, incluindo sua elegante esposa e sua filha ex-funcionária da sonegadora Daslu a usarem apenas roupas fabricadas em São Paulo, no Brasil, pelo menos. Ninguém também nunca desejou saber o percurso dessas roupas, se houve trabalho escravo envolvido, se os impostos foram devidamente pagos etc. Paulo Renato, Fernando Haddad, Alckmin, FHC, Covas – que antes de morrer foi trocar sopapos com professor em greve – Serra, Kassab, nunca tiveram de explicar a ninguém por que seus filhos, netos, sobrinhos não estudavam em escolas públicas.
A campanha pedindo que Lula se tratasse no SUS carrega a triste verdade de que os que dependem do sistema de saúde público estão condenado se não à morte, a um grau elevado de sofrimento extra. Com esses, os “ativistas pró-câncer” em Lula, nunca se preocuparam. Para o salário de um professor, menor do que o valor de um par de sapatos que algumas dessas almas caridosas usam, poucos dão bola.
Parece que vivemos uma era demagogia, doses imoderadas de ódio ao diferente, sempre visto como alguém inferior e preconceitos variados, tudo isso vomitado nas redes sociais. É preciso achar o nome exato para isso. eu tenho uma sugestão.

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