segunda-feira, outubro 17, 2011

Teologias venosas

Colossenses I:24 a II: 19.

Envenenado está o livro sagrado
De tanta letra lida sem amor
Super-razão, profetação: sepulcros
O charlatão e o sábio são, caiados

Ouvem a voz do raso coração
Ao shopping vão, semeiam seus tesouros
Por tanto ler, mas, sem apreender,
Embotam-se, coroam-se de louros
Empalhando a fé em vãs convicções.

O sucesso, mansões, lugar à Arcádia
Tripudiar, na tela da TV
São néscios, ventríloquos de serpentes
Perecem arrotando a glória vã

Quando não, macaqueiam seus milagres
E cobram pela dádiva alcançada
Para o apostolão, irmãos não tem rosto
Meros algures-nenhures com bolso

Sábios secos, plásticos sentimentos
Magos ávidos a desencantar:
Gêmeos a costurar um outro véu
Muralha estúpida a esconder a cruz
Mas insistem em se anta-agonizar

Um comentário:

Meire disse...

"anta - agonizar"! Tão cruelmente verdadeiro!

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