sexta-feira, outubro 21, 2011

Ode oleosa ao Pinheiros

Pelo rio toda a cidade
Sempre sangra negramente
Nas margens piche-borracha
E cruzes-gaiolas de aço

O leito do rio açoitado
Por jatos de espuma branca
Mais negro vai se tornando
Mas negro sem negritude

Cativo da embriaguez
Da gente chique-chiqueira
O rio nutre a cidade
Com lixo que ela plantou

Nenhum comentário:

Seguidores