terça-feira, setembro 13, 2011

foi-se a foice (título mais que provisório)

Eis que enfim é chegado o fim da vida
Tão de repentemente interrompida
Entre homens, palácios e viagens
Felicidade ecoa de passagem
Existir é divina malandragem
Que se rompe e nem é por sabotagem
Quando a ceifa nos força a despedida
E o destino nos brinda o fim da lida
Não trazemos nem levamos bagagem
O que vale, não houve, pereceu

A vida se define em grandes quases
De onde se encadeiam outros quases
Quase grande ou poeta, quase amado
Quase sempre pior que outro ao lado
Quase nobre o suor que é derramado
Quase nulo é o que não deixa recado
Quase todas meninas e rapazes
Que se perdem por sonhos tão fugazes
Quase a vida remida sem pecado
Seja santo ou devasso pereceu

A vida no infinito, ouro de tolo
De tamanha existência indefinível
Como fosse da festa o grande bolo
Recheio maravilha imprevisível
Só a vida aponta pro infinito
Que é contido e esconde um grande Quem
De onde ecoa o eterno e o que é bonito
Onde não se pergunta o que ou quem
Onde reina o que é Rei e o que é beleza
Deus menino, por nós rei-renasceu

Nenhum comentário:

Seguidores

Arquivo do blog